sábado, 20 de novembro de 2010

Ando tão à flor da pele... (Parte II)




Sabe, às vezes me pergunto se é correto o emprego que tenho dado à minha inteligência. Ponho-me a pensar sobre a fuga ás minhas aspirações infantis, pré-adolescentes, adolescentes.

Tenho bons amigos, bons filmes, boas músicas, um plano de saúde, férias. Tenho festas. Tenho muita coisa. Creio que eu tenho conquistado quase tudo o que eu quero, mas isso não é suficiente. E eu penso muito sobre muitas coisas.

Penso sobre tudo o que fazemos da nossa vida. Quanto fazemos, quanto deixamos de fazer. Por que temos 'medo' nos momentos cruciais? Por que muitas vezes nos acovardamos diante das grandes chances da nossa vida e nos acomodamos com a vida que levamos?

Por que é tão difícil mudar? Uma vez o Victor, um amigo de muito tempo, disse que eu estava fazendo algumas escolhas erradas. Ele citou algumas e perguntou por que não largava mão disso. A resposta foi a mesma para cada escolha possivelmente errada: 'O medo da mudança'.

A gente quase sempre tem medo da mudança. A gente quase sempre acha que é tarde. Ou às vezes a gente acha que ainda é cedo. E pensar que ainda é cedo é uma das coisas que fazem com que nos acovardemos. 'Ó, 21 anos é pouca idade pra eu decidir a respeito de algo que vai mudar toda a minha vida. Vou esperar mais um pouco'.

E assim seguimos deixando pra depois e depois. Até que um dia fica tarde pra mudar. Até que um dia já não temos mais tempo para nada. A gente vai negando novas oportunidades, escorraçando mudanças e de repente começa a ficar melancólico, à flor da pele feito um Zeca Baleiro vendo beijo de novela. Quase um Brás Cubas, o personagem de Machado de Assis. E se não tomarmos cuidado, ficamos chatos, chatos feito o personagem da música 'Lígia', do Tom Jobim.

Nesses últimos dias tenho pensado muito sobre isso. Tenho analisado bem as grandes oportunidades que joguei fora e tenho percebido que algumas estão voltando e que eu preciso apenas ter sabedoria pra não desperdiçá-las outra vez. Sabedoria pra não pensar que ainda é cedo. Sabedoria pra perceber o quanto tudo é importante e, acima de tudo, sabedoria pra fortalecer minha coragem que é pra não ter medo de mudança.

(O texto está um pouco (ou um muito) confuso. Queriam o quê? Eu tenho andado confuso, ora! O texto tem que estar parecido com o dono.)

Gildean Tiago.

domingo, 14 de novembro de 2010

Mulher de vestido é um charme...

(Marit Larsen!)

Toda mulher deveria usar vestido 'florado' no primeiro encontro. E no segundo. E no terceiro. E em quase todos os outros. Mulher de vestido é um charme.