segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ando tão à flor da pele III






Ela sabe tão bem quanto eu qualquer coisa sobre o amor. E se eu sofro mais do que ela é por que eu sou mais sentimental que Zeca Baleiro vendo beijo de novela.
Cada vez que era pra ser e não foi, eu deixo passar. Sim, eu ando tão à flor da pele que qualquer música do Leoni me faz pensar em chorar. Mas tá tudo bem, ninguém é mais sentimental que eu.
Eu parei de beber e de andar em más companhias. Agora só ando só e bem acompanhado com a minha solidão.
Não tem problema nenhum. Qual o problema se eu andar maltrapilho e maltratado? Nenhum.  Ando dando beijos em retratos e retratando as minhas dores em blocos de notas. Nota zero pra mim.
Ninguém tem nada a ver, mas eu tenho andado tristinho, mais solitário que a modelo magrela nas passarelas do Piauí Center moda. Fazer o que se ela acha que errou na dose e no amor?
Tenho pra mim que essa notícia precisa de exatidão.  Ninguém notou e nem notaria, afinal, a dor da gente não sai no jornal.  E meu coração? Como bem cantou Chico Buarque, “é um pote até aqui de mágoa e qualquer desatenção pode ser a gota d'água”.
Tenho pra mim que isso tá é enfadonho e triste. Qualquer dia desses vai parecer um CD do Oswaldo Montenegro. Coisa de causar depressão até em Prozac.
PS: “Ela tinha um defeito que brigava, embora com ou sem razão...” (Lupcínio Rodrigues)

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