terça-feira, 2 de agosto de 2011

A Moça Bonita II






Depois de muita insistência de Guilherme, os amigos cederam e trocaram o barzinho por um lugar mais animado. Uma festa lá pras bandas da UFPI. Era de se estranhar tanta insistência, pois Guilherme não curtia som alto, preferia bar.

O certo é que ele tinha esperanças de rever a moça linda que ele viu dançar uma semana antes. Diego, seu amigo, sabia que esse era o motivo que fazia Guilherme querer tanto ir à festa.

Chegaram, foram ao bar, compraram cervejas e Guilherme pôs-se a procurar a moça linda. Olhava de um lado pra outro e nada. Mais uma cerveja e chamou Diego pra dar uma volta. Ele queria encontrar a tal moça.

Depois de alguns minutos, finalmente a encontrou. Linda, de vestido florado e dançando ‘is it any Wonder’. “Olha que linda. Até essa música do Keane fica mais bonita quando ela dança e dança! E ainda tá de vestido florado. Tenho a sensação de que conheço essas pernas há anos. Como é que pode linda assim?” – Disse Guilherme.

Diego provocou “vai lá, apaixonadão!”. Ela estava acompanhada de umas amigas. Ele precisava chegar, falar, mandar recado escrito, qualquer coisa. Já depois do quarto ou quinto gole de cerveja, ele criou coragem e foi.

Mandou um “cê vem sempre aqui?” totalmente sem rumo e com muita timidez. Tentou explicar, disse a viu há alguns dias naquele mesmo lugar. “Lembrei-me de você porque é muito bonita e não dá pra esquecer tanta lindeza”.

Resolveu apresentar-se e, finalmente, descobriu o nome da moça linda. Carolina. Quase “Carolinda”.

“Semana passada eu notei que você não parava de me olhar, até esperei que você viesse falar comigo, mas você preferiu conversar com o seu amigo, fui embora.” – Disse Carolina.

Guilherme explicou que não foi questão de preferir, pelo contrário, foi insistência daquele cara chato.

“Mas pelo jeito que você me olhava, pensei que você fosse mandá-lo embora e viesse falar comigo”. Falou Carolina

Guilherme fez de conta que não entendeu o que ela quis dizer e ela explicou que seu “olhar de paquera” pode ser notado a quilômetros de distância.

Pareciam não notar, mas estavam conversando há um “tempão”.

E depois de uma boa conversa, uns beijos, abraços e amassos, sorrisos, amigas de Carolina insistindo pra irem embora. E ela pediu telefone e e-mail de Guilherme. Disse que não daria o seu, mas ligaria. Ele ‘achou estranho e melhor não comentar’.

Mais beijos, amassos e esperanças de um novo contato e um encontro mais tranqüilo. Ele não conseguia esconder seu encantamento. Não sabia se entusiasmo ou paixão ou coisa parecida, sabia que era bom.

PS: “O beijo deu certo, o corpo encaixou, o papo foi aberto [...] Tudo é só felicidade e bom pressentimento [...]” (Patrícia Mellodi). 

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