sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A Moça Bonita III





Ela jurou ligar no dia seguinte. Isso de ligar poderia ser coisa do Guilherme, mas acontece que Carolina era cheia dos mistérios. Vejam vocês: Carolina anotou e-mail e telefone de Guilherme, mas não disse sequer o bairro onde morava.

Em outras circunstâncias, ele já teria mandado catar coquinho, mas deu-se o caso de que ele ficou foi encantado com ela, principalmente com todo o mistério. Decifrá-la e devorá-la, não é isso que se diz?

Voltou pra casa com a expectativa de um telefonema logo cedo. Fazia planos, até. Tinha pretensões de levá-la a um barzinho lá pras bandas do Centro.

Lembrava da lindeza de Carolina dançando. Linda, de vestido florado e dançando ‘Is it na any wonder?’, do Keane. A música ficou mais bonita por causa de Carolina. Não tirava a música da cabeça. E nem a moça linda que ele viu dançar outra vez.

Não tirava a música do som do carro, nem a imagem da moça linda dançando. Como canta Parafusa, ele pensou: “Tanto charme que nem cabe no salão, como é que pode linda assim?”

Finalmente chegou o dia seguinte. Ansioso , acordou cedo e não largou o telefone. Chegou a noite e nada de Carolina ligar. “Será que ela queria me dar um fora?” – Pensou. Um dia depois do seguinte, nada de ligação.

Dois dias depois e nada. No quarto dia depois do dia seguinte, triste, decepcionado e mais meio mundo de coisas, Guilherme foi olhar o e-mail, pra ver se havia chegado alguma novidade sobre seu time de futebol (Palmeiras, baralho!).

E qual não foi a surpresa ao encontrar um e-mail de Carolina. Enviado no dia seguinte. Ficou feliz e pensou “nada sofreu um baque tão grande com a internet como os telefonemas do dia seguinte”.

Imensamente feliz, respondeu o e-mail. Era quarta feira e ele disse que queria encontrá-la quinta, numa churrascaria na linda e triste zona sul. Quinta era dia de música ao vivo e ele lembrou-se que ela disse o quanto gosta de música a vivo.

A resposta veio imediata. Ela aceitou o convite e ele estava certo de que algo bom poderia acontecer. Não tinha tempo a perder.

PS: “De você sei quase nada. Pra onde vai ou porque veio. Nem mesmo sei qual é a parte da tua estrada no meu caminho [...]” (Zeca Baleiro e Alice Ruiz)

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