sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Um dia desses




Por esses dias a solidão bateu em minha porta. Gritou grito de desespero e eu ri risos de desencantos e de alegria. A solidão chegou quase morta. Não fiz resgate e ri risos de deboche.

Dia desses ela chegou diferente, bateu tão forte que abri. Era a paixão que de repente me dominava, pôs faca em meu pescoço e riu risos de carinho. Eu ria risos de fuga.

Chorei! Gritei gritos de saudade da solidão que deixei morrer, pois a paixão que me veio não era pra me fazer feliz.

Ah, eu sofri tanto com saudade da solidão. Fiquei e dormi com a paixão, mas não fui feliz. Se estivesse solitário seria bem melhor, pois o que acompanhava a paixão era uma senhora - bela dama - a desilusão.

Chorei rios de tristeza, ri risos de sofrimento, mas depois eu ri aliviado, pois me livrei da paixão que não me fazia bem.  Agora escrevo palavras de desalento e choro lágrimas de papel na folha em que sustento a caneta.

PS: “Um pingo de chuva estourou na pedra de gelo do meu Whisky. Lembrei de ti.” (Maurício Baia)

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