terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ponto Final .




Era uma vez uma... Não! Isso não! Vamos começar. Recomeçar. Essa é a estória de uma garota nova que sem nada na cabeça e muito mais... Não! Isso é Molejo. Que coisa!

Parece que hoje tô sem jeito pra escrever. E queria escrever sobre uma garota nova, mas tá difícil. Que coisa! Então, hoje sem jeito pra escrever. Sem jeito pra andar de ônibus (veja só: quase caí quando o motorista freou de uma vez). Meu medo é que a cadeira em que estou sentado agora quebre e eu caia e, sem querer, derrube o copo cheio de café quente em mim.

Vamos tentar? Há muito tempo em... Não! Não foi há muito tempo, foi um dia desses. Que coisa! Deve ser a febre. E a dor de cabeça. Isso. Como pode o cérebro funcionar bem se a cabeça dói? A ciência explica.

Enfim: reza a lenda que... Meu deus! Seria melhor se eu tivesse começado com um ponto final. É isso. Devo voltar pro começo do texto e colocar um ponto final? Vou escrever ponto final no título. Segundo Paulinho Moska, começar com um ponto final é um sinal de que tudo tem fim.

Mas como ter um fim se ainda nem comecei? Pra que tanta precipitação?

Inspiração, cadê você? Zangou por eu ter dito que não preciso de você? Não preciso de inspiração pra escrever, sabia? Preciso de uma boa história (ou estória) ou um bom motivo. E criatividade.

Eu deveria ter começado com um ponto final. Evitaria esse vexame de não conseguir escrever esse texto sobre uma garota nova que eu conheci um dia desses. Em uma linda manhã. Ela me fez lembrar o final de 'Noites Brancas', do Dostoievski. Pelo momento de felicidade que causou, saca? Pois é.

Sono chegando. Deveria ter começado com um ponto final.  A febre continua. Acho melhor parar.

Ponto final

PS: Ao som de ‘Lembrei’ – Maurício Baia
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