terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Amor e Música (E desamor, talvez!)





Desde faz é tempo tento falar sobre música no blog, mas os textos nunca ficam do jeito que eu quero e pelo menos por enquanto vou ficar apenas na vontade mesmo. Pode ser que daqui a alguns dias, meses, anos, séculos, não sei, eu consiga fazer um texto muito bom, digno das boas músicas que ouço.

De qualquer modo, as músicas estão presentes em quase todos os textos do Blog, pois quase sempre coloco um trecho de alguma canção após um 'ps.', gosto disso, é como se fosse uma trilha sonora pro texto. Às vezes um texto é um pouco baseado na música que aparece no final do texto.

E por falar em trilha sonora, acredito que seja bastante comum associar música a alguém. Alguma paixão, algum grande amor, ou a alguém por quem já se teve alguma desilusão de entusiasmo. Isso fica explícito em uma canção do Roupa Nova, "Bem Simples": "eu pensei te dizer tanta coisa, mas pra que se eu tenho a música?".

É disso que eu falo, pois tem horas que músicas falam mais do que poderíamos. Música é importantíssima. Tenho pra mim que alguém já disse que a vida seria um erro se não tivéssemos músicas. Não sei se disseram mesmo, mas é bem por aí.

E também acredito que é até um pouco perigosa união 'Música + Paixão/Amor/Entusiasmo', pois dependendo do desfecho de uma história, existe a possibilidade de uma pessoa nunca mais querer ouvir  a música que marcou uma história. Pior: Pode não querer mais ouvir nenhuma canção de uma banda. 

É preciso ter cuidado antes de escolher alguém que mereça uma canção dos Beatles ou Roupa Nova, por exemplo. Se a decepção for grande você corre o risco de não querer mais ouvir músicas dessas bandas e cometerá um grande erro.

Fica combinado assim: Beatles e Roupa Nova ou aquela música da  sua banda favorita é música pra ser dedicada a alguém muito especial. Talvez quando aparecer aquele amor pra vida toda.

Acredito que apaixonação pode começar a existir (não repare a locução verbal, please!), a partir do momento em que a mulher fica na memória do cara de forma poética. Seja um trecho de uma poesia, uma estrofe, um texto e, principalmente, música.

Se o cara "visualiza" a mulher no refrão de uma música pode ser sinal de apaixonação, amor ou coisa parecida. Mas existem exceções, claro, e também depende da música. Se a mulher "aparece" quando o cara tá ouvindo 'Não Enche', do Caetano Veloso, sinto dizer, mas o sentimento deve ser ódio, repulsa ou coisa parecida. Pro cara, também é um sentimento de libertação. E uma mulher, certamente, não gostaria de ser lembrada através dessa música.

Mas se a mulher aparece no refrão de "Forever", do Kiss, por exemplo, é sinal de que a apaixonação é grande. E se ela "aparece" durante a música "Linda demais", do Roupa Nova, é porque tá pra lá da apaixonação, rompendo as barreiras do amor. "Linda demais" é música pra ser tocada em casamento. Música pra substituir marcha nupcial.

Ah! Se o cara "visualiza" a mulher em qualquer música de desamor do Leoni, o caso é sério e o cara  já não vive no fundo do poço da dor de cotovelo, ele já tá é pra lá do pré sal da dor de cotovelo e os amigos têm que estar ao seu lado pra evitar tragédia, principalmente se a mulher aparece enquanto o cara ouve "50 Receitas" ou "Depois do fim" que são de causar depressão até em Prozac.

Há quem misture músicas de desamor do Leoni com as do Oswaldo Montenegro. Isso é mistura pra evidenciar a pior fossa de todos os tempos.

Mas as músicas do Leoni são excelentes. "Do teu lado", por exemplo, é uma das músicas de saudade mais bonitas que eu já ouvi. Ah! "Angie", dos Rolling Stones, também é sensacional. Das melhores de desamor.

Eu poderia fazer uma lista do tamanho do mundo de boas músicas pra lembrar alguém. De músicas de amor a desamor passando por entusiasmo, paixão e saudades, mas começou a tocar “Forever” e eu tenho que ouvir com toda atenção do mundo.


PS: Música, como bem disse Tom Zé é "a mais alta e evoluída produção humana."

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