sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz ano novo e um próspero carnaval




Pra começo de conversa: feliz dia do início do rali Dakar. Feliz véspera do dia da fraternidade universal. Também é véspera do dia da paz. Não esqueçam: todo dia é de paz. E de fraternidade. Não esqueçam, please!

Em 2011 eu me flagrei usando "please!" depois de ler um texto do Waly Sailormoon, responsável pela organização e publicação de 'Últimos dias de Paupéria', que reunia poemas, artigos e cartas do Torquato Neto. Um lembrete.

Eu já tô em outro parágrafo e ainda não escrevi a que vim. Tô meio perdido, confesso. É que ainda tô tentando lembrar coisas interessantes de 2011. Pronto! Lembrei de uma coisa muito bacana: assisti a um jogo do Palmeiras no estádio, o segundo em dois anos, foi pela copa do Brasil, aqui em Teresina. Quase não ganha! Palmeiras, aliás, teve um ano ruim. De me deixar doente após alguns jogos.

2011 foi um ano triste para os Palmeiristas. Eu estava prestes a prometer que não sofreria tanto pelo Palmeiras em 2012 e que não perderia paciência, essas coisas que a gente promete em todo final de ano, mas eu não cumpriria, então deixa pra lá. Se precisar, eu sofrerei pelo Palmeiras, chorarei, mas eu tenho pra mim que terei mais motivos pra comemorações mesmo. (Aqui é Palmeiras, baralho!)

Fiz bons amigos. Mantive muitos dos poucos e bons. Fiquei ainda mais fã de Roupa Nova, conheci Dostoievski e ele é um cara muito inteligente. Gente fina. Reli Erasmo de Rotterdam, um ironista genial, e tive sensação de que a loucura parece essencial para a humanidade. E pode ser vital para a felicidade. Fiz textos tão desconexos quanto esse que escrevo sem saber onde vai dar e sem saber se vai passar das três páginas.

Em 2011 eu vi estudantes tomarem Teresina e manifestarem contra o aumento abusivo no preço das passagens de ônibus. Vi e participei! Uma lindeza de manifestação. Vi ministros corruptos caírem. Infelizmente, caíram apenas dos cargos, alguns ministros e deputados e senadores mereciam cair de pára-quedas no centro de Bagdá, em meio a fãs do Saddam e enrolados apenas em uma bandeira do EUA. (Alô, Sarney!)

Tive algumas zangas, o que é normal, mas nada que me fizesse sair por aí cuspindo ódio. Por trás das palavras, da raiva e de tudo, sorri muito. Inventei novas piadas, repeti algumas, perdi piadas e ganhei amigos, perdi os dois ou apenas os amigos. Pelas ruas, amigos e desconhecidos me encontraram vestindo o meu melhor sorriso. Tomei uns porres que não repetirei. Ora porque a cerveja bebida não volta mais ora não quero mesmo.

Fiquei doente, escrevi sobre isso, vi amigos adoecerem, mas não escrevi sobre isso e, presentemente, tenho tido uma vontade danada de tomar a gripe, a febre e a dor de cabeça de um certo alguém pra mim, pra ver se ela melhora logo. Mas isso ainda não é possível.

Possível mesmo é deixar esse texto menos sem rumo e desconexo, mas já disse: tô escrevendo o que me aparece e não revisarei nada sobre conteúdo. Apenas erros de português. Tento evitá-los ao máximo.

E se quisesse deixar esse texto melhor, seria difícil, porque eu tenho que sair e estou atrasado, aliás, tenho que mudar essa história de atrasar demais. Os amigos nem ligam, mas é chato. Talvez chegar menos atrasado seja uma das minhas promessas pra 2012.

Que o ano de 2012 seja uma lindeza! Que o Palmeiras ganhe algum título, que o Corinthians caia logo na primeira fase da Taça Libertadores, que os nossos políticos criem vergonha e tomem rumo e que não esqueçamos que em 2012 temos um gigante que convida a todos para a guerra democrática: O Voto!

Pra término de conversa: Feliz ano novo e um próspero carnaval!

PS: “[...] Somente palavras não curam, mas aproximam as mãos. Permitam que os seus filhos aprendam a ter compaixão. Ensinem os seus filhos, ensinem a ter compaixão [...]” (Nenhum de Nós)

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