sábado, 10 de dezembro de 2011

Alguma coisa acontece no meu coração




Remédios. Clínicas. Tédio. Repouso. “Reclusão”. E como bem poderia dizer Carlos Drummond de Andrade: “Êta vida besta, meu Deus!”. Ou não!

Essa semana tem sido um porre. Adoeci mais uma vez e dessa vez pareceu-me algo mais sério do que na semana passada. Dentre outras coisas, a pressão estava nas alturas, mas já voltou ao normal e o coração bate certo. Tudo numa boa.

Clinicamente falando eu sei mais ou menos como estou, mas só vou falar com a cardiologista que me acompanha há um tempão na segunda feira, quando ela atende na clínica em que sempre vou.

Clinicamente falando, o médico disse que eu devo ter cuidado. Foi exatamente o que pensei quando ele conversava com o outro médico e pareciam surpresos que um rapaz de 22 anos estivesse com a pressão nas alturas e outras coisas mais. Vai dizer que não ficaria preocupado? (risos).

Nessa sexta tive de ir ao ITACOR. Não estava muito bem. Fui sozinho. Aliás, estou me habituando a ir só a clínicas. Desde a semana passada. Veja só: em 22 anos eu nunca fiz um exame de sangue sem que minha mãe ou algum parente estivesse por perto. Semana passada eu fiz. E foram três agulhadas, é que precisei de uns remédios também.

As enfermeiras foram bacanas comigo porque eu disse logo que estava com medo. Tenho medo de injeção (e de galinha choca!). Eu tô até pensando que o meu plano de saúde cobre táticas de relaxamento como piadinhas, conversa fiada e uns pedidos de “fica tranqüilo, não precisa ter medo”.

Se eu pudesse dar uma só dica sobre futuro seria essa: tenham plano de saúde!

Enfim, o que foi clinicamente falado não vem muito ao caso. Ou vem e eu não quero falar sobre isso. Uma coisa ou outra. Ou as duas. (Paciência, por favor! São duas e pouco da manhã, eu deveria estar dormindo, mas tá rolando uma seresta perto da minha casa e tá muito barulho. É pouca zuera?¿?)

Pois bem, “poeticamente” falando (aspas são perigosíssimas), eu acredito que tenho uma explicação pro que acontece: acho que eu tô apaixonado. E às vezes penso que meu coração não quer mais amarrar frustração e tá fazendo um esforço danado pra eu dar um tempo com esse negócio de apaixonação. Como se ele quisesse tirar essa apaixonação que tá nele.

E outra teoria para o que acontece no meu coração é a de que essa paixão é “muita” e isso explica a sobrecarga que o médico falou. Eu acho também que se existe sobrecarga é porque eu tenho muita gente guardada aqui "no lado esquerdo do peito, dentro coração". Calma. Isso não é música do Milton Nascimento. (Essa música é do Milton Nascimento mesmo?)

O coração, meus caros e minhas caras (pareceu cumprimento petista!), tem razões que a própria a razão desconhece. Mas tem umas coisas que um eco cardiograma ou eletrocardiograma reconhecem imediatamente. Ainda bem!

Enfim, se não for paixão “muita” e muitos amigos guardados no peito, deve ser alguma coisa que será mostrada nos exames. Deve ser algum aviso pro sujeito se cuidar mais e melhor. Essas coisas. Mas eu tenho me sentido bem melhor e acredito que deva ser alguma apaixonação mesmo.

O coração deve estar eufórico, trabalhando mais rápido. Deve ser um coração tiete. Quando o coração fica se divertindo, num tem?
Ah! Vá ao médico regularmente, faça exames, tenha plano de saúde e dê atenção àquela pessoa que quer o seu bem e fala pra você deixar de teimosia.

(Licencinha que tá na hora do remédio.)

PS: “Agora agüenta, coração!” (José Augusto)

Um comentário:

Gilvania Leão disse...

adoro a forma como tu escreves...é leve, divertida e faz a gente participar (pelo menos eu sinto assim)
Melhoras pra vc e cuida desse coração, diz logo pra essa Linda conquistar teu mundo e fazer parte de ti...kkk
bj