terça-feira, 27 de março de 2012

Para Lorena






Por aqui, em mim, tudo é saudade. Esses dias tem sido chatos, um porre, tenho tido alguns momentos de felicidade, claro, mas é tudo muito difícil. A saudade de você sempre diminui um pouco quando ouço aquela música do Leoni. Cê ainda ouve?

Um telefonema me salvou esses dias, mas eu sou atrapalhado, deveria ligar mais vezes, mas eu fico meio sem rumo, pareço ator ruim de novela quando falo em saudade. Sou um atrapalhado e fico feito besta quando a menina do telefonema não acredita (ou finge não acreditar) nas minhas saudade. Mas esse é assunto pra depois, até porque essa saudade é outra, não é sua. Nesse momento, não vem muito ao caso.

Tenho sido implicante comigo e com algumas pessoas, e ainda carrego mania de abraçar o mundo, de querer a resolução dos problemas alheios e esquecer os meus.

É preciso ter manha e às vezes nem tenho, me perco na minha ingenuidade. É preciso ter manhãs e às vezes nem tenho, me perco na madrugada em casa ou com alguns amigos e tenho muito sono e trabalho de manhã. É preciso ter manias, isso eu tenho, de sobra, mas já estão velhas.

Tanta coisa por falar. No instante em que escrevo estou mais à flor da pele que o Zeca Baleiro vendo beijo de novela e ouvindo 50 receitas do Leoni. Animado feito João Gilberto cantando bossa nova.

Por falar em coisas velhas, veja só, lembrei-me que as novidades ficaram velhas. Mudei de turma na universidade. No começo pensei me assustar, não me acostumar, mas tenho me saído bem. E tenho me saído da vida de tanta gente, tanta gente que leva uma vida de mentiras, mascarando sentimentos, massacrando sentimentos. Gente que leva a vida com outra vida por detrás, torcendo para que os disfarces não caiam.

Faz-me um cafuné quando nos virmos outra vez? Encoraja-me a falar mais de mim.

Quando você e eu nos encontrarmos novamente, lembra-me, por favor, de não pagar micos como entregar presente com um cartão em branco? É preciso pelo menos assinar. Faça-me outro favor: lembra-me de não gastar feito louco em presentes.

As saudades de você continuam, são fortes, meus vizinhos podem testemunhar a meu favor pelas vezes em que ouço “do teu lado” a toda altura.

Entrei numa de escrever um livro de contos, não sei se vai sair. Dia desses comecei algo que poderia ser um romance, mas parei pouco antes da vigésima página e não sei bem o que fazer com ele. Escrevi uns contos, textos longos, pensei que nem soubesse fazer isso. Escrever textos longos, saca? Tenho achado que eles estão bons.

Por esses dias, tenho enfrentado umas coisas bem pesadas, tristes e sinto falta de alguém com quem conversar. Lembra-me e torça pra eu não ser muito fechadão, please! Disfarçar aflições é um porre, é insuportável como uma manhã seguinte a uma festa regada a doses ordinárias de uísque falso. E Glacial quente. E amigos falsos. Quando se vive uma crise assim, poesias ditas em baixo tom salvam. Poesia, música, filme e café. E de quando em vez companhia de alguns amigos.

É preciso ter fé na vida, nas pessoas, nos amigos e eu tenho, sei que tenho. E sei que deveria abraçar menos as causas alheias e cuidar das minhas. Obriga-me a fazer isso, please!

Saudade grande, Morena!

P.s.: "Te escrevo essa canção pra te fazer companhia, pra segurar tua mão, não te deixar sozinha." (Leoni)

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