segunda-feira, 14 de maio de 2012

Um texto pra distrair





Eu queria fazer um texto legal sobre alguma coisa bacana que falasse em sentir falta, em perda de tempo por não estar com alguém. Queria escrever sobre isso e sobre uma poesia “gigantesca” que eu comecei há algum tempo e acabei perdendo. Mas eu ando com a cabeça pelas tabelas e não consigo escrever nada interessante. Aspas são “perigosíssimas”.

Pensei ainda em uma estória sem felizes para sempre. Um desastre, talvez, mas não consigo. Tento, tento, mas não consigo. Sobre amores, saudades, beijos e despedidas também não consigo escrever. Não sei bem o que acontece. Ou sei. Sei. Quase sempre sei o que acontece.

Acenos e sorrisos a uma senhora que passa pela praça e me conhece de algum lugar ou acha que me conhece. Não a conheço, mas acenei. Sabe-se lá se já me viu em algum lugar, talvez seja alguém pra quem eu já cedi um assento no onibus (esqueci-me de pôr acento no ônibus) ou alguém que já me deu algum conselho sobre falar mais sobre minha vida com os meus amigos. Não lembro quem seja, mas sei que não a conheci em nenhuma dessas situações que falei há pouco.

Eu poderia falar sobre a cantora que canta a música que ouço nesse exato momento. Estou a ouvir Andrea Amorim, a quem chamo carinhosamente de ‘minha ídola pernambucana’ e é com quem costumo brincar com uma estória de que quando eu crescer ela vai me ajudar a fazer uma serenata e na serenata ela cantará a música que ouço agora mesmo, “como um sonho”. Ela me deu um CD de presente, autografou e mandou pelos correios. Uma coisa beleza!

Andrea gravará um CD com músicas do compositor e produtor Roberto Menescal e eu quereria tanto que “tudo muito azul” fizesse parte desse álbum, mas não fará, eu acho.

Poderia falar que o dia dezesseis de maio é um dia um tanto triste, mas não vou falar porque teria que explicar o porquê e não consigo escrever sobre isso agora e também porque esse dia já não me deixa tão triste, portanto, não quero ficar remoendo essas coisas.

O texto tá ficando chato, mas estar sentado nessa praça, à espera de uma colega minha é um tanto interessante pelas pessoas que passam por aqui. Gosto de ver as pessoas apressadas, conversando alto meio que sem perceber e revelando segredos que não se conta nem mesmo a um liquidificador e não faço menor idéia sobre o porquê de alguém conversar com um liquidificador.

Há pouco passou um senhor conversando sobre um assunto que seria tema de uma pesquisa que eu faria e acabei por largar mão. Não seria muito agradável. Ou seria, mas não pra muita gente e eu poderia me arrepender depois. Sei lá. Agradeço Luciana por chamar minha atenção sobre isso. Aliás, quando crescer e escrever um romance farei dedicatória com os dizeres: “À querida Luciana, a quem devo ouvir sempre!”. É isso.

Pra quem não sabia sobre o que falar já falei até demais e essa minha amiga está chegando e ela disse que precisava conversar comigo urgente, precisa de um favor. Espero que não seja pra eu cuidar de uma criação de galinhas chocas, pois tenho medo dessas criaturas violentas e assassinas. E que não seja pra pedir grana. E se for que seja pouca. E que nem cogite a idéia de pedir o CD da Andrea Amorim emprestado.

Em todo caso, vou dizer pra ela que esses dias eu tenho andado com a cabeça pelas tabelas e que estou precisando de uns conselhos, umas broncas, uns incentivos e do perdão dela por eu não levar adiante o tal trabalho de pesquisa e que é melhor assim.

P.S.: “Everyone knows I'm in over my head, over my head.” (The Fray)

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