terça-feira, 30 de agosto de 2011

É preciso dar um jeito'

Foto - 180 Graus




Escutem, meus chapas: É preciso enfrentar essa parada!

É preciso dar um jeito. Os estudantes, jovens e trabalhadores de Teresina estão em busca desse jeito. Estão em busca de um jeito de colocar esse mundo de “pernas pro ar”. Torquato Neto alertou para a possibilidade da dignidade humana se firmar à machadadas, mas não queremos chegar a tal ponto. Não chegaremos.

É preciso dar um jeito. O jeito aqui ainda é o mesmo dos tempos de Torquato: Manifestação e gritos de ordem nas ruas. A democracia nos deixa "românticos". Românticos à moda antiga. 

A idéia ainda é a de Torquato Neto: Desafinar o coro dos contentes. A dignidade se firmará de algum jeito e em algum tempo. E o nosso jeito é a manifestação nas ruas e o protesto na internet, na imprensa, em todos os meios, pois é preciso mostrar que estamos descontentes. O nosso 'algum tempo' é o hoje.

Desafinar o coro dos contentes é o que interessa.

É preciso dar um jeito e esse jeito é à moda antiga: Democrática e nas ruas. O jeito de coibir a manifestação, infelizmente, também é antigo como nos “anos de chumbo”. Mas toda essa força bruta será vencida.

Estudantes presos, apanhando da polícia, agredidos por alguns policiais despreparados que se ocupam de bater em menores, mulheres, em jovens estudantes sem poder de reação. Afinal, qual o poder de reação de alguém desarmado diante e um policial armado? Diante de um policial que usa spray de pimenta, principalmente contra jovens sentados?

É preciso dar um jeito. E o jeito é enfrentar os obstáculos e não desistir. Temos de nos envergonhar e nos indignar com tudo o de ruim que acontece. A passagem de ônibus é muito cara para os padrões teresinenses e temos de lutar contra o aumento.

É preciso dar um jeito. É preciso desafinar o coro dos contentes. É preciso ir às ruas e desafiar os contentes e corruptos. É preciso dar um jeito e o nosso jeito, à moda antiga, será a democrática manifestação. O jeito será sair do conforto e do comodismo.

É preciso dar um jeito. A tropicália veio para abrir caminho, para ensinar que temos de lutar pelos nossos direitos. E isso está sendo colocado em prática. E o melhor: sem líderes. É um movimento de todos.

Escutem, meus chapas: como bem cantou Roberto Carlos, também dos tempos de Torquato Neto, "há um líder dentro de você!". E é isso que tem que ser feito. Deve-se pôr em prática o líder que cada um tem em si. Deve-se olhar pra dentro de si e encarar de um jeito ou de outro, mas do jeito certo sempre.

É preciso dar um jeito, meus chapas!

            PS: “[...] Não se deixe intimidar pela violência, o poder da sua mente é toda sua fortaleza. Pouco importa esse aparato bélico universal, toda força bruta representa nada mais do que um sintoma de fraqueza. O importante é você crer nessa força incrível que existe dentro de você. [...]” (Zé Geraldo)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Um dia desses




Por esses dias a solidão bateu em minha porta. Gritou grito de desespero e eu ri risos de desencantos e de alegria. A solidão chegou quase morta. Não fiz resgate e ri risos de deboche.

Dia desses ela chegou diferente, bateu tão forte que abri. Era a paixão que de repente me dominava, pôs faca em meu pescoço e riu risos de carinho. Eu ria risos de fuga.

Chorei! Gritei gritos de saudade da solidão que deixei morrer, pois a paixão que me veio não era pra me fazer feliz.

Ah, eu sofri tanto com saudade da solidão. Fiquei e dormi com a paixão, mas não fui feliz. Se estivesse solitário seria bem melhor, pois o que acompanhava a paixão era uma senhora - bela dama - a desilusão.

Chorei rios de tristeza, ri risos de sofrimento, mas depois eu ri aliviado, pois me livrei da paixão que não me fazia bem.  Agora escrevo palavras de desalento e choro lágrimas de papel na folha em que sustento a caneta.

PS: “Um pingo de chuva estourou na pedra de gelo do meu Whisky. Lembrei de ti.” (Maurício Baia)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sem dor de saudade'





quero dizer que:
Saiu de mim
Um pouco
Daquele amor
De nós dois.
Só saudade de nós dois.

Sou apenas um saudosista agora:
Ligo amanhã.
bem, meu bem?
Rio e fico bem.
Solitário, rio e fico bem.

Dormirei o sono dos justos:
De manhã te ligo.
Saudade: não sinto mais!
Dor de saudade: não sinto mais.

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domingo, 21 de agosto de 2011

Todo o sentimento'




Eu vou ficar pelado na tua rua pra chamar tua atenção. Eu vou cancelar minha inscrição no concurso do TRE-PI, aliás, vou cancelar o TRE-PI inteiro.

Vou passar sujo e parecendo um mendigo na tua rua e bater na tua porta e te pedir um prato de amor. Depois vou invadir a igreja e beber toda a água benta do vigário.

Eu vou te dar aquele livro caro. Perdão! Vou comprar uma livraria inteira com todos os originais do Guimarães Rosa e te dar. Eu vou encomendar a coletânea do Caetano Veloso e te entregar junto com aquele sonho que queríamos realizar.

Eu vou dizer pra todo mundo que te amo. Eu vou gritar, correr, pular, vou fazer tudo pra você me notar. Vou pintar meu cabelo de vermelho e tatuar a estrela do PT no meu braço esquerdo.

Vou fazer coisas inimagináveis só pra você me notar e ler o que está escrito em minha camisa e óbvio no meu olhar: EU TE AMO A PERDER DE VISTA!

Eu vou pular nas tuas pernas e te falar das nossas travessuras e pedir pra repetirmos tudo outra vez. Eu vou gritar bem alto pra que todos ouçam os meus protestos de amor.

Eu vou devotar todo o meu sentimento e repetir, exaustivamente, o poeta Vinícius, e a partir de então, 'de tudo, ao meu amor serei atento, antes’.

PS: [...] "Pretendo descobrir no último momento um tempo que refaz o que desfez, que recolhe o todo sentimento e bota no corpo uma outra vez [...]” (Chico Buarque)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Fotografias




Hoje, enquanto olhava as fotos antigas, lembrou-se do tempo em que juravam amor eterno e sonhavam o sonho de ficarem juntos.

Lembrou-se de quando se amavam e das vezes que brigavam por bobagens, enquanto ele via o futebol ou enquanto ela via novela. Lembrou-se que ela sofria de ciúme retrospectivo quando ele falava algo sobre alguma ex.

Hoje, enquanto olhava as fotos antigas, pôde perceber o quanto foram crianças em acreditar que seria pra sempre. O quanto foram crianças por não aproveitarem mais, por acharem que teriam a eternidade pra fazerem isso.

Hoje, ao chorar diante das fotos dos dois, lembrou-se que quando chorava, ela vinha pra socorrê-lo e lhe dá amor. E hoje, depois de chorar diante das fotos, notou que quando chora está sempre nos braços de uma dama qualquer que lhe acalma e cobra por prazer.

PS: “[...] Seus braços caminhavam sobre a cama vazia [...] só, passou a entender a mitificação de que está triste é está só, o resto é só distração [...]” (Maglore)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Primeira pessoa do plural



Tentamos. Fizemos. Lutamos. Desfizemos. Exageramos. Entregamos. Esforçamos.
Entendemos. Satisfizemos. Dançamos. Cantamos. Caminhamos.
Corremos. Saímos. Fomos. Ficamos. Amamos.
Beijamos. Sofremos. Tentamos.
Não conseguimos.
Acabamos.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A Moça Bonita III





Ela jurou ligar no dia seguinte. Isso de ligar poderia ser coisa do Guilherme, mas acontece que Carolina era cheia dos mistérios. Vejam vocês: Carolina anotou e-mail e telefone de Guilherme, mas não disse sequer o bairro onde morava.

Em outras circunstâncias, ele já teria mandado catar coquinho, mas deu-se o caso de que ele ficou foi encantado com ela, principalmente com todo o mistério. Decifrá-la e devorá-la, não é isso que se diz?

Voltou pra casa com a expectativa de um telefonema logo cedo. Fazia planos, até. Tinha pretensões de levá-la a um barzinho lá pras bandas do Centro.

Lembrava da lindeza de Carolina dançando. Linda, de vestido florado e dançando ‘Is it na any wonder?’, do Keane. A música ficou mais bonita por causa de Carolina. Não tirava a música da cabeça. E nem a moça linda que ele viu dançar outra vez.

Não tirava a música do som do carro, nem a imagem da moça linda dançando. Como canta Parafusa, ele pensou: “Tanto charme que nem cabe no salão, como é que pode linda assim?”

Finalmente chegou o dia seguinte. Ansioso , acordou cedo e não largou o telefone. Chegou a noite e nada de Carolina ligar. “Será que ela queria me dar um fora?” – Pensou. Um dia depois do seguinte, nada de ligação.

Dois dias depois e nada. No quarto dia depois do dia seguinte, triste, decepcionado e mais meio mundo de coisas, Guilherme foi olhar o e-mail, pra ver se havia chegado alguma novidade sobre seu time de futebol (Palmeiras, baralho!).

E qual não foi a surpresa ao encontrar um e-mail de Carolina. Enviado no dia seguinte. Ficou feliz e pensou “nada sofreu um baque tão grande com a internet como os telefonemas do dia seguinte”.

Imensamente feliz, respondeu o e-mail. Era quarta feira e ele disse que queria encontrá-la quinta, numa churrascaria na linda e triste zona sul. Quinta era dia de música ao vivo e ele lembrou-se que ela disse o quanto gosta de música a vivo.

A resposta veio imediata. Ela aceitou o convite e ele estava certo de que algo bom poderia acontecer. Não tinha tempo a perder.

PS: “De você sei quase nada. Pra onde vai ou porque veio. Nem mesmo sei qual é a parte da tua estrada no meu caminho [...]” (Zeca Baleiro e Alice Ruiz)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A Moça Bonita II






Depois de muita insistência de Guilherme, os amigos cederam e trocaram o barzinho por um lugar mais animado. Uma festa lá pras bandas da UFPI. Era de se estranhar tanta insistência, pois Guilherme não curtia som alto, preferia bar.

O certo é que ele tinha esperanças de rever a moça linda que ele viu dançar uma semana antes. Diego, seu amigo, sabia que esse era o motivo que fazia Guilherme querer tanto ir à festa.

Chegaram, foram ao bar, compraram cervejas e Guilherme pôs-se a procurar a moça linda. Olhava de um lado pra outro e nada. Mais uma cerveja e chamou Diego pra dar uma volta. Ele queria encontrar a tal moça.

Depois de alguns minutos, finalmente a encontrou. Linda, de vestido florado e dançando ‘is it any Wonder’. “Olha que linda. Até essa música do Keane fica mais bonita quando ela dança e dança! E ainda tá de vestido florado. Tenho a sensação de que conheço essas pernas há anos. Como é que pode linda assim?” – Disse Guilherme.

Diego provocou “vai lá, apaixonadão!”. Ela estava acompanhada de umas amigas. Ele precisava chegar, falar, mandar recado escrito, qualquer coisa. Já depois do quarto ou quinto gole de cerveja, ele criou coragem e foi.

Mandou um “cê vem sempre aqui?” totalmente sem rumo e com muita timidez. Tentou explicar, disse a viu há alguns dias naquele mesmo lugar. “Lembrei-me de você porque é muito bonita e não dá pra esquecer tanta lindeza”.

Resolveu apresentar-se e, finalmente, descobriu o nome da moça linda. Carolina. Quase “Carolinda”.

“Semana passada eu notei que você não parava de me olhar, até esperei que você viesse falar comigo, mas você preferiu conversar com o seu amigo, fui embora.” – Disse Carolina.

Guilherme explicou que não foi questão de preferir, pelo contrário, foi insistência daquele cara chato.

“Mas pelo jeito que você me olhava, pensei que você fosse mandá-lo embora e viesse falar comigo”. Falou Carolina

Guilherme fez de conta que não entendeu o que ela quis dizer e ela explicou que seu “olhar de paquera” pode ser notado a quilômetros de distância.

Pareciam não notar, mas estavam conversando há um “tempão”.

E depois de uma boa conversa, uns beijos, abraços e amassos, sorrisos, amigas de Carolina insistindo pra irem embora. E ela pediu telefone e e-mail de Guilherme. Disse que não daria o seu, mas ligaria. Ele ‘achou estranho e melhor não comentar’.

Mais beijos, amassos e esperanças de um novo contato e um encontro mais tranqüilo. Ele não conseguia esconder seu encantamento. Não sabia se entusiasmo ou paixão ou coisa parecida, sabia que era bom.

PS: “O beijo deu certo, o corpo encaixou, o papo foi aberto [...] Tudo é só felicidade e bom pressentimento [...]” (Patrícia Mellodi).